sábado, 29 de julho de 2017

Rage Against the Machine - Rage Against the Machine (1992)



      Hoje estou aqui para indicar um álbum clássico dos anos 90. O homônimo de 1992 da banda Rage Against The Machine.

      Foi o álbum de estréia da banda e difundiu seu estilo, um instrumental raivoso com riffs pesados, passeando pelo Funk e com vocais de Rap e letras politizadas ao longo de suas 10 faixas. Assim influenciando uma porção de bandas surgidas no fim da mesma década. O mesmo contém o seu primeiro hit de sucesso "Killing in the Name" e traz na bagagem um dos últimos, talvez o último grande Guitar Hero, em termos de inovação, 
Tom "Fuckin'" Morello.

      Não sendo o bastante, ainda apresenta em sua capa uma imagem forte de um monge Budista que ateou fogo em si mesmo até a morte, em protesto à opressão que a religião sofria sob a administração do primeiro-ministro do Vietnam na década de 60.


      Destaques para a faixa que abre o disco "Bombtrack", "Take the Power Back", "Know Your Enemy", "Freedom" entre outras.

      A já citada "Killing in the Name" dispensa apresentações, pessoalmente me marcou muito devido ao show do "O Rappa" no festival Lollapalooza de 2012, que estive com minha esposa, que em dado momento da apresentação a musica foi tocada nos alto-falantes do palco e nem preciso dizer que a galera enlouqueceu, agora imagine o Rage ao vivo.

      Um ótimo disco pra quem curte um som agitado pra pular e quebrar tudo. Vale a pena Conferir.

Abaixo o videoclipe da música pra quem não conhece:











domingo, 2 de julho de 2017

Ascensão do Funk: R.I.P. Emos e coloridos #DEIXOUSAUDADES

      


  Calma, calma... explico. Por mais ridículo e odiável que essas coisas eram na visão e opinião de muitos, hoje vejo que não era bem assim. Não era uma coisa que eu particularmente gostava, pois, eu não fazia parte do publico alvo. Porém os coloridos nada mais eram que uma iniciação à crianças ao Rock 'n roll. Nenhum problema quanto a isso, pois era ótimo, afinal isso as levavam a conhecer outras coisas.Porém só era nocivo se fosse curtido apenas na febre da modinha, como 99% dos brasileiros fazem. Sério, as pessoas não gostam de absolutamente nada, 
gostam do que é moda.


Exemplos: 


Quem não se lembra do pagode dos anos 90? Só dava os toscos com óculos na testa, cabelo amarelo em cada esquina.









Ou os sertanejos dor-de-corno na mesma época? 






Ou o axé, que os grupos tinham "Samba" no nome, que de Samba não tinham nada e a gente chamava de 
os rebola jaca?



E o forró universitário, quem lembra? 






Ou o Hip Hop, que as pessoas chamavam de black? "Eu curto black". Dilemma - Óoooh





    




 Isso sem falar nos músicos que todo mundo passa a gostar depois que morre, como o Chorão, Michael Jackson entre outros.

     E o mesmo foi com a Formula 1, Boxe, o MMA, são coisas que pouquíssimos se importam hoje em dia.

     E finalmente chegamos no derradeiro inferno da moda de hoje, o sertanejo universitário e o funk...

     Deus queira que isso passe como tudo isso passou, se bem que o funk durou e se renovou, piorou com o tempo melhor dizendo. Começou com o Bonde do Tigrão, depois veio a febre da Furacão 2000, que as letras eram mais ou menos como eram hoje, se bem que tinham versões politicamente corretas e incorretas. Aí veio a Lacraia, o Créu, as mulheres fruta ai veio parapapapapapapá, graças ao filme Tropa de Elite. E foi piorando, piorando e chegamos em... "meu pau te ama". (E eu achando que o taca taca e malandramente eram ruins)

     Que desgosto que era ver crianças cantando esta merda. Tá certo que tinha uma versão censurada mas... Não, não é legal.
     E a relevância musical era tão grande que... CADÊ?? Graças a Deus.


     "Ah mas é criança é bonitinho, não tem problema". BONITINHO??? Bonitinho é o cacete, crianças não têm que estarem expostas a esse tipo de porcaria.

     Temos de preservar a inocência delas e não sexualizá-las. Será que as pessoas entendem o quão sério isso é??? 


     Criança tem que ver o Patati Patatá, a Dora aventureira, Castelo Ra Tim Bum, e etc. Existe uma série de conteúdos alternativos para não se expor esse tipo de coisa a uma criança.

     Sem contar vê-las cantando musicas de conteúdo (que nem sequer elas entendem o que quer dizer) adulto na TV É extremamente lamentável. Mas não... É Bonitiiiinho.
      
      Pois é, os coloridos vendo por outro lado hoje, eram uma coisa boa. Como o próprio Carlos Eduardo Miranda disse uma vez: "O que tinha antes? Balão Mágico? Trem da Alegria?". O Restart era uma boa maneira da molecada começar a ouvir rock por si só.

      Há crianças abençoadas com uma boa educação musical, que tem pais que ouvem ou ouviam os Beatles, os Stones e clássico do Hard Rock.

      Eu por exemplo, passei a ter meu gosto próprio quando conheci os Gorillaz, achava interessante o fato de desenhos animados cantarem. É, eu gostava de desenho e ainda gosto... Aliás foi ainda antes, com aquelas coletâneas de estilos musicais, que se ganhava abastecendo o carro no posto Esso e por causa de um CD de rock em particular eu comecei a desenvolver meu próprio gosto.

Se eu dependesse do gosto dos meus pais eu ia ouvir forró ou sertanejo.

      Mas analisando, o Restart, Cine, Fresno, Nx Zero, Replace, Hevo84, até o Fiuk, eram ruins? Na verdade eram, mas ainda haviam representantes do gênero no Mainstream.
      O que temos de Rock 'n Roll na mídia hoje em dia? Superstar? Que as bandas somem na mesma velocidade que vencedores de Idolos ou The Voice?



      A novela Rockstory? Que tocava Queen na abertura?


      Vocês podem até dizer: "Ah mas o rock nunca vai morrer, por que tem um monte de banda boa por aí e blá blá blá...". Eu não concordo, pelo menos infelizmente enquanto a mídia ditar a tendencia do que é bom ou ruim, te dizendo o que você tem que gostar, ou seja, pensar por você, não só o rock 'n roll como a boa musica em geral vai morrer, e claro, sua capacidade de pensar por si só e ter uma opinião embasada sem manipulações de terceiros.

     Vocês jaá ouviram falar do minuto de ódio no livro 1984? Se bem que a historia da humanidade se resume nesta obra de George Orwell.

     Pois bem meus amigos, a coisa ta feia, e do jeito que as coisas vão a tendencia é piorar

#R.I.P. ROCK 'N ROLL E BOM GOSTO.